Vacinação de filhotes: o calendário completo de cães e gatos
Quais vacinas são obrigatórias, quando aplicar e o que esperar nos primeiros meses de vida — um guia prático escrito por veterinária para tutores de primeira viagem.
Trazer um filhote para casa é um dos momentos mais felizes para qualquer tutor. Mas antes da primeira saída no parque, do primeiro banho fora ou do primeiro encontro com outros animais, existe um capítulo decisivo: a vacinação. Esse cuidado, apesar de simples, é o que separa um filhote saudável de doenças que ainda matam milhares de animais todos os anos no Brasil.
Por que o calendário importa tanto
Filhotes nascem com anticorpos da mãe, mas essa proteção desaparece entre a 6ª e a 12ª semana. É exatamente essa janela que as vacinas precisam preencher — vacinar cedo demais ou tarde demais reduz a eficácia.
Cães
6 a 8 semanas: V8 ou V10 — primeira dose
10 a 12 semanas: V8/V10 — reforço + Giárdia (opcional)
14 a 16 semanas: V8/V10 — última dose + antirrábica
Anual: reforço de V8/V10 e antirrábica para o resto da vida
Gatos
8 semanas: V3, V4 ou V5 — primeira dose
12 semanas: reforço + FeLV (gatos com acesso à rua)
16 semanas: última dose + antirrábica
Filhotes só devem sair de casa para passeio depois da última dose da V8/V10 e do prazo de imunidade (cerca de 7 dias após o reforço final).
E depois do calendário inicial?
O reforço anual é tão importante quanto a primeira dose. Pet adulto sem reforço fica vulnerável principalmente à raiva e às mesmas doenças do filhote. Algumas vacinas, como a antirrábica, são exigidas por lei em diversas cidades brasileiras.
Sempre converse com seu veterinário sobre vacinas opcionais (Giárdia, gripe canina, leishmaniose) — elas dependem da região, do estilo de vida do animal e da exposição a outros pets.